quarta, 18 de outubro de 2017
Educação
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UEPB define calendário letivo após greve de mais de três meses

Francisco José / 11 de agosto de 2017
Foto: Reprodução
O período letivo 2017.1 da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), será iniciado no dia 21 deste mês. O semestre, que se estenderá até o dia 22 de dezembro, proposto pela Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), foi aprovado pelo Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) da UEPB.

Ainda de acordo com a proposta da Prograd, o período de 26 a 30 de dezembro será reservado à reposição de aulas, exames finais e colação de grau. As aulas do semestre 2017.2 tem previsão de início para o dia 19 de fevereiro de 2018. As atividades da UEPB estiveram paralisadas por 90 dias em decorrência da greve de professores e técnicos administrativos, que foi suspensa no dia 17 de julho. De acordo com o professor Eli Brandão, Pró-Reitor de Graduação da UEPB, o calendário acadêmico proposto por ele e aprovado pelo Consepe, tem como objetivo, compactar os 100 dias letivos dentro do ano de 2017. Dessa forma seriam evitados mais 10 dias no ano de 2018, o que causaria mais transtornos aos estudantes, com destaque para os concluintes que estão na expectativa do término de seus cursos.

Ele lembrou que o calendário está atrasado e é necessário fazer um ajuste, de forma a não penalizar os estudantes. O pró-reitor ressaltou, ainda, que a data de 19 de fevereiro de 2018, fixada para o início de semestre 2017.2, está levando em consideração o processo de seleção pelo Sistema de Seleção Unificada (SiSU). “Isso porque o Ministério de Educação e Cultura (MEC) já antecipou que a primeira lista de 2018 será divulgada no final de janeiro, mas só será disponibilizada para as universidades formarem as listas próprias na primeira de semana fevereiro”, disse Eli Brandão. Férias dos docentes.

Já o reitor Antônio Rangel Júnior observou que a proposta da Pró-Reitoria de Graduação visa garantir um calendário acadêmico que assegure o comprometimento da instituição com a sociedade e com os estudantes; além do comprometimento na defesa dos direitos de todos. Ele enfatizou que o calendário não retira direitos de férias dos docentes, visto que esse tema pode ser tratado no âmbito individual. No entendimento do reitor, o mais importante é que dentro da proposta estão assegurados os 30 dias de férias, sem contar que existe uma margem de mais de 45 dias entre o final do ano e o início do novo período letivo.

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