domingo, 19 de novembro de 2017
Educação
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Professores têm que voltar às aulas na segunda-feira, determina justiça

Mislene Santos / 08 de abril de 2016
Foto: Arquivo
 

O prazo para os professores de João Pessoa encerrar greve se encerra neste domingo (10).  Os profissionais devem retomar às suas atividades segunda-feira (11), sob pena de pagamento de multa diária. A greve foi decretada ilegal pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) que determinou o retorno das aulas em 48 horas. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Município de João Pessoa (Sintem-JP) já foi notificado e prazo começou a contar nesta sexta (08), depois que a citação foi juntada ao processo. A greve já completa cinco dias.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Município de João Pessoa (Sintem-JP), Daniel de Assis disse que a assessoria jurídica do sindicato já recorreu da decisão do TJ. “Não há porque a greve ser decretada ilegal, porque estamos mantendo os 30% necessários para as atividades essenciais, pois todos os Creis (Centros de Referência em Educação Infantil) estão em pleno funcionamento”, argumentou o presidente do sindicado.

Daniel de Assis adiantou que após publicação da ilegalidade da greve no Diário da Justiça a categoria realizará uma assembléia geral para decidir se a greve será mantida ou encerrada.  “Até lá a greve continua normalmente em 96 escolas e com 8.500 profissionais paralisados”, assegurou Daniel Assis.

A secretária de Educação de João Pessoa, Edilma Ferreira, disse que a prefeitura está aberta ao diálogo, mas é que o momento econômico que o País e, consequentemente, os municípios atravessam é extremamente delicado. Segundo ela, a prefeitura  entende que o  professor e os servidores da educação precisam e merecem ser valorizados através dos seus salários, porém o momento não é propício.

“Não temos condições de conceder nenhum tipo de reajuste, pois ultrapassaríamos a Lei de Responsabilidade Fiscal “Nós queremos que esse impasse chegue ao fim o mais rápido possível e contamos com a compreensão da categoria”, disse Edilma Ferreira.

 

 

 

 

 

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