segunda, 20 de novembro de 2017
Chuva
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Espera por inverno mobiliza cidades; João Pessoa e Campina já se preparam

Lucilene Meireles e Francisco José / 02 de abril de 2016
Foto: Rafael Passos
Mesmo com o anúncio de um inverno menos rigoroso no estado, alguns municípios já iniciaram a preparação para o período chuvoso. Ontem, em João Pessoa, a Defesa Civil colocou lonas sobre a barreira do Castelo Branco, localizada na BR-230. Em Santa Rita, as ações são permanentes e a maior preocupação é com a cheia de dois rios que cortam a cidade.

O coordenador da Defesa Civil da Capital, Noé Estrela, explicou que três barreiras vão receber a proteção de lona para evitar os deslizamentos que ameaçam as comunidades sob encostas. Cristiano Soares, gerente de um posto de combustíveis na BR-230, disse que não vê a cobertura de lona como solução.

Uma das barreiras que mais preocupam é a do Cabo Branco, que sofre com a erosão e já foi objeto de vários estudos. Porém, segundo Noé Estrela, esta não é passível de receber a proteção de lona.

Enquanto em João Pessoa, as barreiras estão recebendo cobertura, em Santa Rita, as ações de prevenção não param. O coordenador da Defesa Civil, sargento João Batista Nunes, disse que o município está incrementando ações para diminuir a evolução dos problemas. Ele afirmou que só há duas situações de barranco e ambas são em Várzea Nova. Uma fica no Loteamento Boa Vista, inclusive com moradias em cima de uma barreira, próximo ao Hospital Metropolitano. A outra, fica na Augustolândia. “Ainda não se faz necessária a cobertura com lona, porque não há risco iminente de deslizamento. As outras situações é por inundação dos rios Paraíba e Preto. No Paraíba, não tem como evitar. No Preto, que foi dragado e drenado em 2014, está tudo bem. Desde que foi feito esse serviço, não saiu do limite”. Segundo ele, o rio está assoreado e o desassoreamento está programado para este mês. “Se não for feito, há o risco de invadir o meio urbano. Pedimos para a população não jogar lixo nos rios”. Ele lembrou que o Rio Paraíba corta lateralmente a cidade e o oferece perigo se a chuva for intensa nas cabeceiras. “A lona sobre a barreira é apenas um paliativo. A água infiltra, a terra amolece e desce. Ficamos assustados quando chove, porque tem casa em cima que pode desabar. A solução é colocar vegetação ou fazer um muro de arrimo, e retirar os moradores”, disse Cristiano Soares.

Em Campina Grande

O monitoramento das áreas mais vulneráveis a alagamentos no período chuvoso em Campina Grande, já está sendo intensificado pela Comissão de Defesa Civil do Município. Nos meses de novembro e dezembro de 2015 o órgão fez o mapeamento de todos os locais, onde são registrados os maiores transtornos. O coordenador da Defesa Civil, Ruiter Sansão Tavares, adiantou que, “historicamente os maiores problemas decorrentes das chuvas, ocorrem entre os meses de fevereiro a abril”.

Com a extinção da favela da Cachoeira, na zona leste da cidade, não ocorreram mais problemas de deslizamento de barreiras em Campina Grande. As famílias que moravam na área foram deslocadas para o bairro da Glória, às margens da estrada que liga Campina Grande ao município de Massaranduba. Entretanto, persistem na cidade os problemas de alagamento em decorrência de chuvas fortes.

Na cidade de Lagoa Seca

Em Lagoa Seca, a 7 km do centro de Campina Grande, a Coordenação de Proteção e Defesa Civil mapeou quatro áreas de risco na zona urbana do  município, onde estão sendo construídos muros de arrimo para conter deslizamento de barreiras; e afixação de lonas em barreiras expostas, para que não continuem deslizando com a continuação do período chuvoso. As localidades de Monte Alegre, conhecida como Carecão, perto do Oratório da Virgem dos Pobres tem risco de deslizamento. São José, por trás do cemitério também enfrenta o mesmo problema.  A Coordenação providencia a retirada de famílias dessas áreas. Três famílias estão em casas alugadas pela prefeitura.

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