quinta, 21 de setembro de 2017
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Caso Rebeca: Polícia Civil pede prisão do suspeito, mas justiça nega

Aline Martins / 13 de julho de 2015
A Polícia Civil da Paraíba disse ter certeza de quem foi o mentor intelectual do estupro e assassinato da estudante Rebeca Cristina Alves Simões, estuprada e morta há exatamente quatro anos. A investigação, segundo o delegado Glauber Fontes, derrubou o álibi do suspeito e revelou o envolvimento dele em outros crimes sexuais. Foi pedida a prisão preventiva dessa pessoa, mas a Justiça, com base no parecer do Ministério Público da Paraíba (MPPB), negou o pedido.

A promotora do 1º Tribunal do Júri da Capital, Artemise Leal Silva, vai requisitar à Polícia Civil mais algumas diligências. “Nossa intenção é fortalecer os indícios de autoria em relação aos investigados no caso”, justificou ela.

“A polícia trabalhou durante um ano, especificamente estudando a atuação de um dos responsáveis pela autoria. Percebeu que esse indivíduo tinha um histórico envolvendo crimes sexuais, percebeu que esse indivíduo estava com o álibi quebrado, ou seja, quando foi ouvido afirmou que estava em um local quando na realidade a polícia comprovou que ele estava em outro. Infelizmente, a representante do Ministério Público entendeu que não havia indícios suficientes e o juiz seguiu o entendimento do Ministério Público”, comentou Glauber Fontes, que está há um ano e oito meses na investigação. Ele é o sexto delegado no caso.

Ainda de acordo com Fontes, mesmo com o pedido de prisão preventiva negado, as investigações continuam como forma de provar que esta pessoa é o autor intelectual do estupro e morte da estudante. “Vamos fortalecer esses indícios. Vamos buscar fatos novos para, daqui a algum tempo, reapresentar o pedido, refazer a representação pela prisão”, revelou.

A Polícia Civil entende que, pelo menos, duas pessoas participaram desse crime. Quem trabalha com o caso afirma que o motivo é forte e que a prisão ajudaria no decorrer das investigações. “A prisão teria ajudado e muito porque poderíamos interrogar o suspeito de forma mais tranquila, sem ter que expor outras vítimas, testemunhas. Fundamental para atos futuros no inquérito policial. A investigação poderia estar bem mais avançada”, frisou.

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