quarta, 26 de setembro de 2018
Campina Grande
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Troféu Gonzagão: Marina Elali receberá homenagem em nome do avô Zé Dantas

Da redação com assessoria / 03 de maio de 2016
Foto: Chico Martins/Arquivo
O Troféu Gonzagão 2016 homenageará in memoriam o poeta e compositor Zé Dantas, cujos maiores clássicos da musica nordestina foram imortalizados na voz de Luiz Gonzaga. Para representar a família, a neta de Zé Dantas, a cantora Marina Elali comparecerá ao evento e também fará uma apresentação. Em 2012, a artista gravou um álbum com músicas do seu avô, denominado Marina Elali e Duetos, uma Homenagem a Zé Dantas e Luiz Gonzaga.

O Troféu Gonzagão será realizado pelo Instituto Intercultural Brasil (Inbra) e acontece no dia 17 de maio no Hotel Garden. De acordo com uma das idealizadoras, a odontóloga Rilávia Cardoso, a homenagem vinha sendo pensada por ela e Ajalmar Maia há alguns anos. “Se o velho ‘Lua’ era o Rei do Baião, Zé era o doutor, aquele a quem devemos alguns dos maiores clássicos cantados pelo mestre máximo do forró, como ‘Vem morena’, ‘Cintura fina’, ‘A volta da asa branca’, ‘Acauã’, ‘O xote das meninas’, ‘ABC do sertão’ e ‘O xen-nhen- nhen’”, considerou.

Herança cultural

Formado em Medicina, José de Sousa Dantas Filho se destacou na música, como poeta e compositor. Nascido na cidade pernambucana de Carnaíba, no dia 27 de fevereiro de 1921 e morreu no Rio de Janeiro com apenas 41 anos de idade. Em 1950, Luís Gonzaga gravou suas composições “Vem, morena”, “A dança da moda”, o xote “Cintura fina”, o baião composto pela dupla “Sabiá”, entre outros.

Outras dezenas de canções de sua autoria foram gravadas por diversos artistas, a exemplo de “Forró de Caruru” na voz de Jackson do Pandeiro e do “Xote das Meninas” gravada por Ivon Curi. As músicas de Zé Dantas continuam sendo interpretadas por cantores da nova geração.

De acordo com Marina Elani, o avô só fez Medicina por uma imposição familiar, mas entre um plantão e outro, ele aproveitava para compor. A cantora disse que entendeu a importância de Zé Dantas muito cedo. “Quando eu tinha sete anos integrava o coral da escola e um dia trouxeram um pout pourri pra gente com as composições dele e achei aquilo fabuloso, também sei que meu desejo de ser artista é influência do meu avô, até porque também sou compositora”, disse.

DNA artístico

Nascida em Natal, no Rio Grande do Norte, filha de carioca com árabe e neta de pernambucanos, ela é formada em música e canto no Berklee College of Music, em Boston. Marina Elali se projetou nacionalmente em 2004, num reality musical chamado Fama exibido por uma emissora nacional de televisão.

Em 2012, ano que marcou ou cinquentenário da morte de Zé Dantas, a neta Marina Elali lançou um CD/DVD intitulado “Marina Elali Duetos – Homenagem a Luiz Gonzaga e Zé Dantas”. O trabalho foi gravado em Recife e inclui os maiores clássicos da música nordestina, que receberam a interpretação inovadora de Marina, com arranjos modernos e dançantes. Nesta homenagem, a cantora dividiu o palco com grandes nomes da música brasileira.

Através de imagens no telão, Marina cantou ao lado do avô Zé Dantas, a música “A Letra I”, que foi feita para sua avó Iolanda. A viúva do compositor, que assessorou a neta durante a escolha do repertório, assistiu a todo o show ao lado da filha Sandra. “Eles eram muito românticos e muitas músicas tiveram ela como musa inspiradora. Quando meu avô morreu ela era muito nova e não casou-se mais, ficou durante este tempo cultuando as memórias dele”, disse.

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