terça, 25 de setembro de 2018
Campina Grande
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Quadrilhas juninas ensaiam o ano inteiro para ficar com os passos afinados em CG

Renata Fabrício / 12 de maio de 2016
Foto: Divulgação
Para chegar no Parque do Povo com os passos afinados, as quadrilhas juninas ensaiam o ano inteiro, e quanto mais se aproxima a festa, maiores também são as dificuldades. Das 12 quadrilhas juninas de Campina Grande, apenas uma tem sede própria. As outras 11 enfrentam verdadeiras maratonas para conseguir um local para ensaiar, e quando, finalmente, conseguem encontram problemas de infraestrutura.

O tempo também é um desafio. Como as pessoas trabalham e estudam, só podem ensaiar depois das 22h e ficam treinando até início da madrugada.

É o caso da Quadrilha Mistura Gostosa, que deixou de ensaiar no Centro Social Urbano do Monte Santo, porque o local apresentava gambiarras elétricas.

Agora, os 64 dançarinos da quadrilha ensaiam na sede da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Município quatro vezes por semana, e na Sociedade de Amigos de Bairro da Palmeira, nas quintas-feiras. A menos de um mês do início do São João, ainda há muita coisa para se ajustar. “Acho que é coisa de quadrilheiro, junto com a falta de recursos, que deixa que muita coisa fique para última hora. Essa falta de infraestrutura já se tornou comum para todas as quadrilhas que não possuem sede”, disse.

Vivem de pedir. Para o vice- presidente da Associação de Quadrilhas Juninas de Campina Grande, Rangel Borges, o sonho das quadrilhas é deixar de passar sufoco e ensaiar tranquilamente. “As quadrilhas que não têm sede própria têm dificuldade em utilizar espaços públicos como associações de bairro e ginásios de escolas, porque às vezes precisamos dividir o horário com outras atividades, além da restrição do uso de banheiro e até de água. Nos preparamos oito meses antes para o São João, e essas pequenas coisas acabam nos deixando tristes”, relatou Borges.

Um grande local para agregar todas as juninas, assim como as escolas de samba possuem barracões de ensaio, ajudaria. as agremiações “Até chegar o São João, seriam necessários ensaios todos os dias, mas como não dá, fazemos revezamentos. O sonho das quadrilhas é ter uma sede própria. Fazemos o que fazemos por amor, porque gostamos, porque queremos colocar essa cultura, que é um dos maiores produtos da nossa festa, na rua para o povo ver. Somos pessoas comuns, que trabalham o dia inteiro, e só querem ensaiar”, fala Rangel Borges.

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