domingo, 18 de fevereiro de 2018
Campina Grande
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47,1% dos casos de violência doméstica estão concentrados em 10 bairros de CG

Wênia Bandeira / 10 de agosto de 2016
Foto: Arquivo
A Lei Maria da Penha completou, no último domingo, dez anos de promulgação e, segundo Maria Marli Castelo Branco, coordenadora da mulher de Campina Grande, os avanços são muitos. Mas para conter a violência doméstica contra a mulher, ainda há um longo caminho pela frente. Um estudo mostra que entre os dez bairros mais violentos foram registrados 350 casos de violência contra a mulher no ano passado na cidade, dos quais o bairro das Malvinas se destaca com 48 mulheres (6,46%) que denunciaram a agressão. Os dados foram apresentados ontem, em um debate realizado no Teatro Severino Cabral.

“As mulheres estão conseguindo ter mais coragem, elas confiam na lei. Existem mecanismos de defesa, como medida protetiva, então estão mais amparadas pela lei que teve seus avanços significativos”, explicou a coordenadora.

Maria Marli lembrou que antes as mulheres faziam a denúncia e voltavam para casa, mas atualmente podem retirar os agressores de casa ou mesmo ir para uma casa abrigo. “Hoje elas sabem que o processo vai a frente, não é mais trocado por uma cesta básica”.

Quem denuncia pode ainda contar com o SOS mulher, um espécie de aparelho com o chamado botão do pânico. “O aparelho tem as três cores, se ela aciona o vermelho, a polícia vai até onde ela estiver porque isso quer dizer que ela está em perigo, com o agressor por perto”.

As vítimas são ouvidas e acompanhadas por uma equipe formada por psicólogos, advogados e assistentes social. “Ela só conta a história da agressão uma vez, isto porque nós sabemos o quanto dói contar e repetir todo o sofrimento. Contando apenas uma vez, ela se sente mais a vontade para procurar ajuda”.

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