domingo, 27 de maio de 2018
Carnaval
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Arrastões, mortes e mais de 150 prisões de palhaços marcam carnaval do Rio

Redação / 14 de Fevereiro de 2018
Foto: Reprodução
O Carnaval carioca foi tomado de assalto por uma onda de violência nas ruas, que teve três arrastões na Praia de Ipanema em menos de 24 horas, e pôs em xeque o planejamento da segurança para a folia carioca, também marcada pela falta de ordenamento e por um colapso nos transportes públicos. Os problemas ocorrem enquanto o prefeito Marcelo Crivella foi à Europa, e o governador Luiz Fernando Pezão a Piraí, sua cidade natal, no interior.

O comandante-geral da PM, coronel Wolney Dias foi quem tomou uma medida. Sob o argumento de que “o cobertor é curto”, ele anunciou nessa terça-feira (13) um remanejamento de parte do efetivo de 17 mil homens mobilizados para a festa que, segundo a Riotur, reúne este ano 6,5 milhões de pessoas. Mas uma das soluções encontradas pelo oficial foi deslocar para a orla da Zona Sul e o Centro equipes do Batalhão de Choque que reforçam o policiamento na Rocinha, alvo há cinco meses de operações e de uma disputa do tráfico.

Crivella chegou nessa terça-feira (13) a Frankfurt, na Alemanha, onde deu início a um giro por quatro países. Em um vídeo nas redes sociais, ele avisou que viajou em busca de soluções, “inclusive tecnológicas”, para o Rio, contrariando a promessa, feita no último dia 5, de que iria aos desfiles na Sapucaí. Em sua nova agenda, consta uma visita a uma agência espacial que produz drones para projetos de segurança. Pezão, que, às vésperas do carnaval, chamou de “bem engrenado” o planejamento para a folia, reconheceu, após os arrastões, a necessidade de mudá-lo:

Queixas de Turistas

Quem ficou no Rio, em especial na Praia de Ipanema, no sábado e no domingo, sentiu na pele as falhas do esquema de segurança. Bandidos fizeram três arrastões na altura do Posto 8, e, entre as vítimas, havia vários turistas estrangeiros. Somente das 8h às 16h dessa terça (13), a Delegacia de Atendimento ao Turista registrou 26 ocorrências, o que dá três queixas por hora. Normalmente, são seis casos por dia. Dois italianos foram feridos na cabeça, e foram levados a um hospital. Uma chinesa e uma alemã levaram socos no rosto, além de chutes. Uma argentina que passeava com um bebê foi jogada ao chão.No Leblon, dois PMs que tentaram impedir um assalto na Avenida Afrânio de Melo Franco foram baleados, no domingo. Hospitalizados, receberam alta nessa terça (13). O autor dos disparos fugiu. No mesmo dia do crime, um policial civil que também abordou ladrões foi espancado, em Copacabana. Um grupo de jovens o cercou na Avenida Atlântica e chegou a usar uma cadeira para agredi-lo.

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